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Fadiga: dicas para aumentar sua energia ao longo do dia

Diana V S Cista, divulgando:


Você sente que, ao longo do dia, sua energia está diminuindo? Algumas vezes, isso pode estar relacionado a problemas com o sono. Mas mesmo quando se está descansado pela manhã, uma alimentação ruim pode contribuir para essa sensação de canseira. Surpreendentemente, algumas pequenas mudanças de hábito podem aumentar seus níveis de energia. Veja algumas dicas para recarregar suas baterias e ter mais energia durante suas longas jornadas diárias.

• Granola no café da manhã

Fibras na refeição matinal podem contribuir para que você fique mais alerta durante o dia. Um estudo da Universidade de Cardiff, Inglaterra, diz que pessoas que comeram grande quantidade de fibras no café da manhã tiveram uma redução de 10% no nível de fadiga durante o dia, menor incidência de depressão após alguns meses e habilidades cognitivas melhoradas. A teoria diz que as fibras diminuem a velocidade da absorção da comida no estômago, o que mantém os níveis de açúcar no sangue mais estáveis e, consequentemente, libera energia durante todo o dia.

• Tome café, mas faça isso lentamente várias vezes ao dia

Pesquisas dizem que é melhor pegar leve com a cafeína de manhã, mas se você adora um café, a dica é tomar pouco a pouco durante o dia. Pequenas quantidades de café misturados ao leite a cada hora podem fazer que você fique alerta e focado mais tempo do que se você tomar uma super dose de café puro pela manhã. “Quando você toma uma superdose de café pela manhã, o pico de cafeína na corrente sanguínea tem um declínio muito mais rápido do que se você tomar pequenas doses, causando aumentos regulares de alerta”, explica Harris Lieberman, pesquisador do Instituto de Pesquisa em Medicina Ambiental, nos EUA.

• Divida suas refeições

Seguir uma dieta de três refeições diárias pode diminuir seu vigor durante o dia. “Comer porções menores e constantemente – a cada 3 ou 4 horas – ajuda a manter o nível de açúcar no sangue mais alto e constante, então, você não vai ter quedas abruptas de energia ou mesmo ter altas no açúcar, o que ocorre quando se come muito e de uma vez”, diz Kathy Mcmanus, do Hospital Feminino de Brigham, EUA.

• Tome bastante água

Metade das pessoas que reclamam de fadiga está, na verdade, desidratada, dizem alguns estudos. Estar sempre hidratado é a maneira mais simples de se proteger contra a canseira diária. Um estudo americano mostrou que 92% dos atletas entrevistados sentiam sensações de fadiga após passarem por uma experiência com uma dieta de restrição de ingestão de líquidos. Eles também demonstraram lapsos de memória e falta de concentração.

• Um chá também faz bem

A cafeína e a L-teanina, um aminoácido presente no chá, diminuem a fadiga mental, melhoram a sensação de alerta e o tempo de reação física e aumentam a eficiência da memória. As variações do chá-preto também aliviam o estresse, diz um estudo da Universidade de College London. Na pesquisa, adultos que tomavam chá-preto constantemente quatro vezes ao dia, durante seis semanas, tinham menores níveis de cortisol do que outros que tomavam outros tipos de chá similares.

• Copie a lancheira de seus filhos

Especialmente se tem uma fruta e um sanduíche integral. A banana, por exemplo, é rica em potássio, elemento que ajuda seu corpo a converter o açúcar em energia. Já o pão integral tem fibras e se transforma em uma boa fonte de energia de liberação lenta e constante (como vimos anteriormente).

Fonte: http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2010/03/22/fadiga-dicas-para-aumentar-sua-energia-ao-longo-do-dia/

Tabela de alimentos funcionais

Veja quais as propriedades terapêuticas de alguns alimentos considerados funcionais

SUBSTÂNCIA FONTES ALIMENTARES BENEFÍCIOS À SAÚDE
ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA-3 PEIXES DE ÁGUAS FRIAS COM ALTO TEOR DE
GORDURA; ÓLEOS VEGETAIS (LINHAÇA)
PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES
PREVENÇÃO E CONTROLE DE DOENÇAS AUTO-IMUNES E INFLAMATÓRIAS
ESTERÓIS/ESTANÓIS VEGETAIS MILHO, SOJA, TRIGO, ÓLEOS DE MADEIRA REDUÇÃO DO RISCO DOENÇAS CARDIOVASCU-
LARES, DIMINUI A ABSORÇÃO DO COLESTEROL
FLAVONÓIDES UVA, AMORA,FRAMBOESA, FRUTAS CÍTRICAS, BRÓCOLIS, REPOLHO, CHÁ VERDE, SOJA*,ETC. EFEITO ANTIOXIDANTE – AÇÃO SOBRE A FORMAÇÃO DE RADICAIS LIVRES E DIMINUIÇÃO DOS NÍVEIS DE LDL-COLESTEROL
* ALÍVIO DAS ONDAS DE CALOR EM MULHERES NA MENOPAUSA
ANTOCIANINAS FRUTAS EM GERAL (PRINCIPALMENTE EM
FRUTAS VERMELHO ESCURAS E ROXAS)
PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES E CÂNCER
CATEQUINAS UVA, MORANGO, CHÁ VERDE, CHÁ PRETO ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E INIBIÇÃO DA
FORMAÇÃO DE ATEROMAS
PREVENÇÃO DE CERTOS TIPOS DE CÂNCER
LIMONÓIDES FRUTAS CÍTRICAS ESTÍMULO À PRODUÇÃO DE ENZIMAS
PROTETORAS CONTRA O CÂNCER E REDUÇÃO
DO COLESTEROL
RESVERATROL E QUERCETINA CASCA DE UVA, VINHO TINTO, MAÇÃS REDUÇÃO DO RISCO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES; INIBIÇÃO DA FORMAÇÃO DE CARCINÓGENOS, COÁGULOS E INFLAMAÇÕES
ISOFLAVONAS SOJA, LEGUMINOSAS, AMENDOIM, ALCAÇUZ,
LEGUMES E ERVILHA
ALÍVIO DOS SINTOMAS DA MENOPAUSA
REDUÇÃO DO RISCO DE DOENÇAS
CARDIOVASCULARES E OSTEOPOROSE
REDUÇÃO DO RISCO DE CÂNCER DE MAMA
E PRÓSTATA
PROTEÍNAS DA SOJA SOJA E DERIVADOS REDUÇÃO DO RISCO DE DOENÇAS
CARDIOVASCULARES
BETAGLUCANA AVEIA, CEVADA, LEGUMES E ALGUNS OUTROS GRÃOS CONTROLE DA GLICEMIA E DO COLESTEROL SÉRICO
ISOTIOCIANATOS E INDOL BRÓCOLIS, REPOLHO, COUVE-FLOR, RABANETE
E FOLHA DE MOSTARDA
AUMENTO DA ATIVIDADE DE ENZIMAS (TIPO 2)
PROTETORAS CONTRA CARCINOGÊNESE
LICOPENO TOMATE, GOIABA, MELANCIA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE
REDUÇÃO DO RISCO DE DOENÇAS CARDIOV.
PROTEÇÃO CONTRA CÂNCER, PRINCIPALMENTE PRÓSTATA
LUTEÍNA E ZEAXANTINA FOLHAS VERDES (LUTEÍNA)
PEQUI E MILHO (ZEAXANTINA)
PROTEÇÃO CONTRA A DEGENERAÇÃO MACULAR
MANUTENÇÃO DE UMA BOA VISÃO
LIGNANAS LINHAÇA INIBIÇÃO DE TUMORES HORMÔNIO DEPENDENTES
SULFETOS ALÍLICOS (ALIL SULFETOS) ALHO E CEBOLAS REDUÇÃO RISCO DOENÇAS CARDIOVASCULARES
ESTÍMULO À PRODUÇÃO DE ENZIMAS PROTETORAS CONTRA O CÂNCER GÁSTRICO
FIBRAS/PREBIÓTICOS (FIBRAS INSOLÚVEIS E SOLÚVEIS FRUTOOLIGOSSACARÍDEOS, INULINA, ETC.) GRÃOS INTEGRAIS, FRUTAS E VEGETAIS EM GERAL MELHORA DA SAÚDE INTESTINAL
REDUÇÃO DO RISCO DE CÂNCER DO CÓLON
CONTROLE DO COLESTEROL
PROBIÓTICOS (BIFIDOBACTÉRIAS E LACTOBACILOS) LEITES FERMENTADOS, IOGURTES, ETC. MELHORA DA SAÚDE INTESTINAL
REDUÇÃO DO RISCO DE CÂNCER DO CÓLON
MELHORA DA INTOLERÂNCIA À LACTOSE

Sinergia entre os alimentos

Sinergia Alimentar

Sinergia pode ser definido como o trabalho ou esforço coordenado de vários subsistemas na realização de uma tarefa ou função. Quando se tem a associação concomitante de vários dispositivos executores de determinadas funções que contribuem para uma acção coordenada, ou seja a somatória de esforços em prol do mesmo fim, tem-se sinergia.

No caso dos alimentos, pode-se dizer que sinergia é a junção das propriedades nutricionais de dois alimentos, resultando na potencialização dos efeitos benéficos individuais daqueles alimentos. Por exemplo, o arroz é rico em ferro, assim como o feijão. Quando consumidos individualmente, podem ser considerados fonte de ferro, porém, quando consumidos concomitantemente, no tradicional prato brasileiro “feijão com arroz”, a absorção dos nutrientes que cada um destes alimentos possui é aumentada.
Este “costume” de mixar alimentos nos quais ambos são nutritivos já vinha sendo estudada por Darwin. Por que gostamos de tomar suco de laranja pela manhã? E por que gostamos de ingerir cereais, como a aveia? Os nutricionistas estão se dando conta de que nós gostamos de comer esses dois alimentos antes de começar o dia porque nossa evolução nos levou a fazer desse jeito. Mesmo que você nunca tenha parado para pensar a respeito, seu corpo sabe que uni-los em uma única refeição é mais saudável do que ingerir cada um deles sozinho.
O epidemiologista David. R. Jacobs, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, chama isso de sinergia alimentar e acredita que essa teoria pode explicar por que os italianos têm o costume de regar o tomate com azeite de oliva e por que os japoneses comem peixe cru e soja na mesma refeição. “A complexidade das combinações alimentares é fascinante porque elas são testadas de uma maneira que não podemos fazer com os medicamentos: pela evolução humana. E no mais complexo dos sistemas: a vida”, diz Jacobs.
O que é mais admirável, porém, é que a nossa relação com a comida provavelmente irá esclarecer a razão pela qual vivemos mais e melhor quando seguimos dietas tradicionais, que vão passando de geração em geração. Enquanto os pesquisadores trabalham para desvendar a complexidade da interação entre os alimentos, veja as combinações alimentares mais poderosas conhecidas pela ciência.
TOMATE + ABACATE

Os tomates são ricos em licopeno, um antioxidante que reduz o risco de câncer e de problemas cardiovasculares. E as gorduras boas, como a do abaca,te fazem com que o licopeno seja mais bem absorvido pelo organismo. Isso também pode explicar por que você adora regar os tomates frescos com azeite – outro exemplo de gordura boa. Um estudo recente da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, mostrou que temperar a salada com molhos ricos em gorduras, nozes, pistaches ou queijo também ajuda na absorção de luteína, que está presente nas folhas verdes e tem se mostrado benéfica para a visão.
AVEIA + SUCO DE LARANJA

Um estudo do Laboratório de Pesquisa de Antioxidantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos revelou que tomar suco de laranja, rico em vitamina C, enquanto come um pote de iogurte com aveia não processada limpa as artérias. Essa medida previne ataques do coração com duas vezes mais eficácia do que se você tivesse ingerido cada um desses alimentos em momentos diferentes do dia. A razão? Os componentes orgânicos presentes neles, os chamados fenóis, estabilizam o colesterol ruim quando são consumidos juntos.


BRÓCOLIS + TOMATE

Novas pesquisas mostram que esse combo previne câncer de próstata, mas ninguém sabe ao certo a razão. Um estudo recente publicado no jornal da Associação Americana de Pesquisa do Câncer provou que essa combinação reduziu tumores na próstata de ratos para os quais não havia outra alternativa de tratamento a não ser a castração. Você está se perguntando o que tem a ver com isso? “Já está comprovado que tanto tomate quanto brócolis auxiliam na prevenção de tumores”, diz a nutricionista Fernanda Schumaker Ferraz, de São Paulo. “Há estudos sugerindo que eles funcionam melhor juntos, mas vai demorar anos para descobrirmos a razão.”
MIRTILO + UVA

“Algumas pesquisas sugerem que comer certas variedades de frutas juntas proporciona mais benefícios para a saúde do que ingerir uma de cada vez”, afirma Fernanda. Mais do que somar o potencial antioxidante de cada uma delas, o mix amplifica essa ação. É o que confirma um estudo da Universidade Cornell, nos EUA. Pesquisadores avaliaram a capacidade antioxidante de várias frutas individualmente (maçãs, laranjas, mirtilos e uvas) versus a mesma quantidade de uma mistura de todas elas. A segunda opção apresentou ação mais potente contra os radicais livres. Coma de cinco a dez porções variadas por dia.

MAÇÃ + CHOCOLATE

As maçãs estão roubando o posto do morango no par ideal da nossa sobremesa favorita. As da variedade red delicious (bem vermelhas e em forma de coração) são ricas em uma substância anti-inflamatória, a quercetina, que reduz o risco de ataques do coração. Do outro lado, o chocolate contém catequina, um antioxidante que reduz o risco de aterosclerose. Juntas, as duas substâncias melhoram a saúde cardiovascular e têm ação anticoagulante, indica um estudo da Universidade Nacional de Cingapura. Para a obtenção de todos os benefícios, nutricionistas recomendam: maçã assada ao forno, coberta com calda de chocolate meio amargo ou crepe de trigo- sarraceno recheado com lascas de maçã.
AMENDOIM + TRIGO INTEGRAL

De acordo com a expert em sinergia de alimentos Diane Birt, da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, um aminoácido específico que é ausente no trigo está presente no amendoim. Você precisa (e raramente obtém na mesma refeição) da corrente completa de aminoácidos, a melhor forma de proteína, para criar e manter seus músculos, especialmente na velhice. Dica: Inclua esse combo na sua alimentação preparando um quibe de trigo com carne moída e amendoim.

OVO + MELÃO CANTALUPO

Nos dias em que você tiver uma reunião de trabalho, faça um café da manhã caprichado com uma omelete e um pedaço de melão-catalupo. Você vai precisar de glicose, fornecida pelo carboidrato da fruta, e seu organismo vai usá-la melhor se você incluir no prato uma proteína — e aí entra o ovo. “A proteína ajuda a minimizar a queda drástica de energia causada pelo excesso de insulina”, explica Cynthia. Altos níveis desse hormônio estão ligados a inflamações, diabetes e câncer. Se a absorção da glicose é mais lenta, seu corpo consegue entender melhor o recado de que você já está satisfeita. Isso ajuda a prevenir a disparada da produção de insulina. Então corte os carboidratos ruins (os refinados, amidos e adoçados). E, quando for comer as versões saudáveis (os grãos integrais, as frutas e os vegetais), não as ingira sozinhas.

SOJA + SALMÃO

Segundo Mark Messina, ex-diretor da divisão de dieta e câncer do Instituto Americano do Câncer, nos EUA, um tipo de isoflavona da soja, chamada genisteína, aumenta a quantidade de vitamina D biodisponível no cólon. “Isso significa proteção contra o câncer”, afirma Messina. Pontos positivos para o tofu e o edamame (a soja verde utilizada na culinária japonesa). “Mas muitas pessoas têm deficiência de vitamina D.” O salmão e o atum são ricos nesse nutriente. Aproveite a dica da dieta asiática e os coma com edamame.


ALECRIM + CARNE VERMELHA

Algumas pesquisas sugerem que o churrasco tem substâncias carcinogênicas. Mas usar o alecrim na receita pode reduzir esse risco. A erva contém ácido rosmarínico e ácido carnósico, que, em um estudo da Universidade do Estado do Kansas, nos EUA, diminuíram a quantidade de substâncias cancerígenas em carnes grelhadas. Acredita-se que os antioxidantes da erva neutralizaram os radicais livres das carnes


CÚRCUMA + PIMENTA-PRETA

A cúrcuma, um tempero picante que é um dos principais ingredientes desse molho, tem efeito anti-inflamatório e age na prevenção de tumores. O único inconveniente é que seu organismo consegue aproveitar muito pouco dos benefícios potenciais da cúrcuma sozinha. A solução do problema pode estar na sua despensa. “A pimenta-preta, rica em piperina, aumenta a biodisponibilidade do tempero asiático em mil vezes”, diz a nutricionista Stacy Kennedy, do Instituto de Câncer Dana Farber, nos EUA.

ALHO + PEIXE

Os benefícios do salmão vão muito além do ômega 3. Minerais como o zinco, o ferro, o cobre, o selênio e o iodo trabalham como cofatores para que você faça melhor uso dos óleos EPA e DHA, que reduzem o colesterol. Cozinhe seu peixe com alho e irá diminuir as taxas dessa gordura com muito mais eficácia do que se estivesse comendo os dentes de alho sozinhos — e com o hálito mais agradável. Um estudo da Universidade de Ghelph, no Canadá, revelou que o alho combate a pequena alta no LDL que pode ser causada pelos suplementos de óleo de peixe.

LIMÃO + COUVE

Beba suco de limão no almoço e você vai sentir menos dor depois do treino. A vitamina C ajuda a converter o ferro da couve em uma forma similar do nutriente mais fácil de ser aproveitada pelo organismo, como a versão presente nas carnes vermelhas. E é o ferro o responsável por levar oxigênio às células do sangue, combatendo a fadiga muscular. Para cumprir sua cota de vitamina C, Stacy recomenda morangos, tomates, folhas verdes, brócolis e pimentões. O ferro está presente no alho-poró, na beterraba, no espinafre, na couve e na acelga. Um jeito fácil de montar a combinação ideal e aumentar a força dos seus músculos: se você está preparando vegetais ou uma salada, não se esqueça de incluir limão espremido na receita.

AMÊNDOA + IOGURTE

Já foi dito que as gorduras boas aumentam a absorção do licopeno. Essa regra também vale para muitas vitaminas essenciais. A lista das que são solúveis em gordura inclui a A, a D e a E. Cenouras, brócolis e ervilhas são repletos desses nutrientes e podem fazer par com gorduras saudáveis como o óleo de oliva. Já os alimentos ricos em vitamina D são o peixe, o leite, o iogurte e o suco de laranja. Então jogue algumas amêndoas no seu iogurte e coma laticínios integrais de vez em quando. Para combinar vitamina E e alimentos solúveis em gordura, opte por batata-doce assada ou salada de espinafre temperada com óleo de oliva.

Referência:

Babylon dicionário

Revista Womenshealth

Embrapa

Diana Vieira de Senne e Costa

Aditivos alimentares

Diana V S Costa, divulgando:
O que são aditivos químicos sintéticos?
Texto de:  Dra. Elaine de Azevedo
No processo de industrialização, substâncias conhecidas por aditivos sintéticos são usadas para baratear o produto, garantir sua conservação e aumentar o tempo de prateleira dos alimentos.

Nos supermercados e entrepostos de comercialização, dificilmente se encontra um alimento processado que não contenha algum tipo de aditivo químico sintético, descrito nos rótulos em letras minúsculas ou siglas indecifráveis como os P.I., EPX, A-I, CT- II, entre outros. São cerca de 3800 aditivos utilizados como cosméticos para atrair os sentidos e mudar texturas (corantes, flavorizantes, adoçantes, emulsificantes e estabilizantes), como preservativos para aumentar o tempo de vida útil do alimento (antioxidantes) e como agentes que auxiliam nos processos industriais (aditivos que evitam que o alimento grude no maquinário, por exemplo).

Os aditivos fazem parte da composição da maioria dos produtos alimentícios, até mesmo entre aqueles conhecidos erroneamente como “naturais”. São substâncias baratas que conseguem agregar valor a um alimento aparentemente simples. Um aroma de baunilha ou de amêndoas pode transformar simples ingredientes como a farinha de trigo, a gordura hidrogenada e o açúcar em produtos bastante atraentes para o consumidor.

Desde o início do século 20, agentes químicos são usados na indústria alimentícia. O cloro é usado para clarear as farinhas e o bromato para melhorar a qualidade de panifício. Amaciantes, como mono e diglicerídeos, retardam a aparência do alimento velho e o propionato de cálcio previne o mofo.

Atualmente um dos grandes objetivos desses aditivos é produzir substâncias que imitem diferentes sabores e cores; assim uma batata frita pode ter gosto de carne defumada ou queijo, uma bolacha de trigo pode ter sabor de pizza e um iogurte de morango pode ser rosa choque, por exemplo.

Sua utilização crescente preocupou os órgãos ligados à área da saúde pública a ponto de, já em 1957, a Organização Mundial da Saúde ter promovido um encontro de especialistas em aditivos alimentares, na cidade de Genebra, para discussão sobre os riscos da sua utilização. Em 1962, criou-se a Comissão do Código Alimentar que determinou os aditivos permitidos e as doses máximas diárias consideradas inofensivas ao ser humano. Com base neste trabalho, o governo brasileiro elaborou, em 1965, a primeira regulamentação para o uso de aditivos no país. Diversas atualizações têm sido feitas como autorizações para extensão de uso e inclusão de aditivos na legislação brasileira. Em 1998, um grupo de trabalho foi instituído com a finalidade de atualizar a legislação brasileira quanto ao uso de aditivos; propor regulamento técnico que consolide, harmonize e atualize os limites, as funções e o uso de aditivos e coadjuvantes de tecnologia para cada categoria de alimento; avaliar os pedidos de inclusão e extensão de uso de aditivos e coadjuvantes de tecnologia; e subsidiar a posição brasileira em reuniões internacionais, tais como Mercosul e Codex Alimentarius.

Poucos aditivos foram excluídos dessa listagem e o rastreamento e o controle do uso dessas substâncias são precários. Escassas pesquisas sobre o poder cumulativo dos aditivos nos seres humanos vêm sendo realizadas, apesar das denúncias crescentes por parte de muitos profissionais da área de saúde.

Devido a recorrentes boletins de denúncia sobre a toxicidade e os efeitos adversos dos aditivos, a FDA (Food and Drugs Administrration) estabeleceu, em 1985, um sistema de monitoramento para melhor acompanhar os efeitos dos aditivos e receber as queixas de sintomas diversos dos consumidores nos Estados Unidos. A grande maioria das queixas recebidas diz respeito ao uso do aspartame, dos sulfitos, do glutamato monossódico, dos nitratos e de alguns corantes como o carmim.

Aditivos como os nitratos, utilizados nas carnes congeladas para manter a cor, provocam náuseas e irritação gástrica, além de esconder a putrefação das carnes. Os nitratos convertem-se em nitrosaminas, substâncias de comprovada ação cancerígena. Os sulfitos são utilizados para manter o frescor das frutas e verduras in natura e evitam a descoloração e a fermentação das frutas secas e do vinho. Os sulfitos, considerados seguros até o início dos anos 80, foram identificados por pesquisas do FDA como agentes na etiologia de reações alérgicas e asma. Em 1985, o Congresso Americano forçou o FDA a banir os sulfitos das frutas e verduras in natura, mas seu uso continua liberado em batatas, frutas secas e vinho. O BHT e o BHA são substâncias químicas com ação antioxidante, adicionadas aos óleos e aos alimentos gordurosos para prevenir a rancificação dos mesmos. A Agência Internacional em Pesquisa de Câncer, ligada a Organização Mundial da Saúde, listou essas substâncias como potentes carcinogênicas para os seres humanos.

O benzopireno é outro potente agente carcinogênico, utilizado na defumação artificial de carnes, peixes, presuntos e embutidos em geral. Na Islândia e no Japão o consumo desses produtos é elevado e a alta prevalência de câncer de estômago no país é relacionada, em alguns estudos, ao consumo de defumados.

Os poucos estudos disponíveis indicam diferentes repercussões sobre a saúde humana.

Estudo recente brasileiro apresentado no Caderno de Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Osvaldo Cruz ressalta alguns resultados abaixo apresentados:
Alguns aditivos alimentares podem induzir à urticária e angioedema em indivíduos suscetíveis.

Entre os corantes considerados responsáveis por alterações no comportamento humano destacam-se: tartrazina, amaranto, vermelho ponceau, eritrosina, caramelo amoniacal.

Conservantes como derivados do ácido benzóico e os ácidos sulfídrico e sulfito podem induzir à hiperatividade.

Os antioxidantes sintéticos também são considerados fatores de risco para transtornos de déficit de atenção e hiperatividade, especialmente em crianças.

As nitrosaminas e os antioxidantes BHA (butil hidroxianisol) podem provocar danos e mutações no DNA levando a neoplasias (câncer). Corantes artificiais, como eritrosina e a tartrazina, também apresentam potencial carcinogênico.

Existem outras pesquisas que relacionam o consumo de sulfitos a alergias e asma e o corante carmim, a reações alérgicas e choque anafilático em pacientes hipersensíveis.

O glutamato monossódico é associado a prejuízos neurológicos em crianças, além de isquemia, mal de Alzheimer e Parkinson em adultos. Estudos associam o glutamato a lesão cerebral, além de congestão facial, sensação de queimação no rosto, dor de cabeça, náuseas, palpitações, suores frios, tonteira e sensação de fraqueza.

Experiências em laboratório já mostravam, em 1991, que o ciclamato, o aspartame e a sacarina, usados em produtos light, causam câncer em cobaias. Nos seres humanos, a relação câncer e adoçantes é muito difícil de se estabelecer devido à multiplicidade de fatores envolvidos na etiologia da doença e à dificuldade de se precisar a ação cumulativa das substâncias cancerígenas.

Não há duvida que precisamos de mais estudos e mais atenção dos órgãos de vigilância sanitária para o controle dessas substâncias na indústria de alimentos.

Lembramos ainda, que os alimentos orgânicos não permitem a utilização de aditivos químicos sintéticos no seu processamento, constituindo-se, dessa forma, em um alimento mais seguro para a prevenção de diversas doenças e disfunções.

Fonte: http://www.nutricaoportal.com.br/Paginas/artigos/visDetalhes.aspx?ch_top=160

Orgânicos, nutricionalmente melhores!

A pergunta mais freqüente quando diz respeito a alimentos orgânicos é sobre a questão nutritiva. Dentre o público brasileiro 70 % realiza compras de artigos alimentares não só baseado no preço, mas também levam em consideração os benefícios/ malefícios que aquele alimento trará para sua saúde (nível de açúcares, sal, valor calórico, minerais, etc).

Devido a isto, muitos questionam a alimentação orgânica. O alimento orgânico trás benefícios para o meio ambiente, beneficiando nossa saúde indiretamente, mas e diretamente? O alimento orgânico, no Brasil, custa cerca de 70 a 150% a mais do que o alimento convencional. Se o consumidor vai pagar tão mais caro pelo produto orgânico, muitos pensam que se não existe vantagem nutricional do alimento orgânico quando comparado ao convencional, porque consumir o orgânico?

Bom, se pensarmos na química e bioquímica envolvidos nas plantas cultivadas no sistema orgânico e convencional, podemos dar uma explicação rápida e plausível sobre o assunto.

As plantas, assim como todos os seres do planeta, são constituídas de diversas moléculas, que se unem formando diferentes estruturas químicas como proteínas, carboidratos, alcoóis, água, sais minerais, dentre outros.

Ao adicionarmos ao “sistema” de desenvolvimento destes organismos vivos, novas estruturas químicas, como fertilizantes, pesticidas, agrotóxicos, etc., novas reações químicas surgirão nestes alimentos.

As estruturas químicas que compõem o alimento reagirão com os químicos adicionados, formando novos compostos, diminuindo a composição nutricional daquele alimento e interferindo na absorção dos nutrientes deste alimento pelo nosso organismo.

Esta resposta faz muito sentido para pessoas não leigas no assunto química, bioquímica, etc. Porém, para os leigos, isto não justifica que o alimento orgânico é mais nutritivo do que o convencional.

Bom, vamos chegar ao que interessa então. Cientistas PROVAM que alimentos orgânicos possuem maior valor nutritivo que alimentos convencionais.

Pesquisadores da Rutgers University dispuseram-se a provar que é infundada a alegação de que “alimentos orgânicos são melhores”. Compraram vários produtos em supermercados e lojas de alimentos naturais e analisaram seu conteúdo de minerais. Foram considerados como “orgânicos” os alimentos cultivados sem uso de inseticidas químicos ou fertilizantes artificiais. Os produtos não orgânicos, chamados aqui de “comerciais”, foram cultivados com vários produtos químicos para estimular o crescimento ou destruir pragas, muitos dos quais são comprovadamente cancerígenos ou estão sob suspeita de causar câncer e provocam danos para o meio ambiente e a vida selvagem. A idéia de que os produtos cultivados organicamente são melhores em termos nutricionais tem sido aceito praticamente sem comprovação. Há muito poucas provas desta suposição.

Os pesquisadores da Universidade esperavam que os produtos orgânicos tivessem um nível de nutrientes levemente mais alto, mas os resultados foram espantosos. A quantidade de ferro no espinafre orgânico era 97% mais alta do que no espinafre comercial, e o nível de manganês era 99% maior corno produto orgânico. Muitos oligoelementos essenciais estavam completamente ausentes do produto comercial, mas eram comparativamente abundantes no cultivado organicamente.

Veja os dados. Os principais elementos são medidos em mili equivalentes por 100 gramas, no material seco; os oligoelementos (elementos-traço), em partes por milhão do material seco.

Fonte:  http://www.agrisustentavel.com/doc/prova.htm

 

feijao org

 

repolho org

 

alface tomate org

 

 

Diana V S Costa

Você sabe o que está comendo?

Nos dias de hoje nos preocupamos com nossa alimentação, em busca de saúde, beleza e longevidade. Tentamos nos enquadrar nos padrões de beleza que a sociedade nos impõe através da prática de atividades físicas, alimentação balanceada e funcional. Tudo isto para que possamos nos manter mais saudáveis, certo!?

Mas você sabe o que está comendo?

Podemos analisarmos as três refeições básicas de um brasileiro de classe média:

Café da manhã: Fatia de pão integral com manteiga, copo de leite c/ café ou achocolatado, porção de fruta.

Almoço: Tradicional “arroz com feijão”, um tipo de carne, salada  e um complemento (fonte de carboidrato como macarrão ou batata).

Jantar: idem ao almoço, tendo fruta como sobremesa

Bom, se levarmos em consideração que:

  • o leite da vaca pode conter cerca de 59 hormônios ativos, vários alérgenos, gordura e colesterol, além de quantidades mensuráveis de herbicidas, pesticidas, dioxinas e até 52 antibióticos, segundo RIETZ (2009);
  • Frutas, hortaliças, cereais e leguminosas podem conter até 64% de agrotóxicos (ANVISA, 2008);
  • E, a carne de frango e carne bovina contém hormônios, podendo afetar a fertilidade, segundo estudo publicado pela “Human Reproduction” (BBC).

Não podemos dizer que a população brasileira possui uma alimentação saudável.

Muitas pessoas pensam que, por não verem os efeitos da ingestão de agrotóxicos de forma imediata, estas substâncias não fazem mal a saúde. Porém o crescimento dos índices de câncer nas últimas décadas pode ter sido conseqüência de uma alimentação “mentirosamente” saudável.

Os agrotóxicos, além de afetar a saúde dos indivíduos que o ingerem, afetam também a saúde daqueles que o utilizam, a saúde dos rios, lagos e mares, além do desequilíbrio das cadeias alimentares por eliminar uma “praga”, sendo este animal que se alimenta do plantio, fazendo parte da cadeia alimentar natural de outras espécies.

Estes produtos químicos foram desenvolvidos na Primeira Guerra Mundial e utilizados mais amplamente na Segunda Guerra Mundial como arma química. Com o fim da guerra, os produtores destas armas tiveram de migrar para um outro “ramo” da economia e o produto desenvolvido passou a ser utilizado como “defensivo agrícola”.

Farei uma breve pausa para contar uma pequena história.

Certa vez, ao comentar o meu ramo de atividade dentro da área da saúde, um médico da cidade de Joinville-SC me descreveu um pequeno “experimento” que ele realizou em sua granja.

O experimento consistiu na separação de dois grupos de frangos, sendo o primeiro grupo tratado com ração e o segundo grupo tratado “como era antigamente”, com quirera e migalhas. Destes dois grupos, foram separados 120 ovos de cada e colocados para serem chocados.

O resultado foi o seguinte:

  • Primeiro grupo – de 120 ovos, nasceram 56 pintinhos, sendo 9 deles com deformidades;
  • Segundo grupo – de 120 ovos, naseceram 108 pintinhos, sendo 4 deles com deformidades.

A conclusão que chegamos é: Uma galinha tratada com ração que contem hormônios, cereais tratados com pesticidas e muitas vezes fragmentos de ossos e carne animal não pôde gerar um pintinho saudável. Se nos alimentarmos então, dos ovos de galinhas tratadas desta maneira, o que nos garante que este alimento é saudável!?? Se este resultou em mal formação do filhote, acredito que este alimento nos fará mal de alguma forma, ainda que esta não esteja comprovada.

Bom, voltando aos “defensivos agrícolas”, com base em nossa pequena estória, estes produtos talvez tenham sido desenvolvidos para defender a casca dos ovos de serem rompidas pelos seus moradores, e desta forma o produto agiu no ovo, de forma indireta, não gerando seu integrante (pintinho).

Falando sério, os agrotóxicos são o perigo que devemos combater nos dias de hoje, não só pela preservação do meio ambiente, mas também para a preservação de nossa saúde. Afinal de contas nos enquadramos em regimes, dietas árduas, além de horas e horas de academia para nos manter SAUDÁVEIS, sendo assim, porque desperdiçar todo este esforço ao consumir produtos contendo “armas químicas”. Se pensarmos por este lado, nosso organismo é o “ambiente” da segunda guerra mundial e o alimento é a arma química utilizada.

Segundo notícia publicada na Folha de São Paulo, análises da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 17 alimentos encontraram problemas com agrotóxicos em 15% das 1.773 amostras . O produto com mais irregularidades foi o pimentão (64%), seguido por morango (36%), uva (33%) e cenoura (31%).

Foram examinados grãos, frutas e verduras vendidos em 2008 em supermercados de todos os Estados -exceto Alagoas. Todos eles tiveram amostras em que foram detectados resíduos de agrotóxicos não permitidos para aqueles produtos. Em nove, havia resquícios de substâncias autorizadas, mas acima do nível permitido.

A Anvisa encontrou ainda um agrotóxico proibido no Brasil desde 1985. O ometoato, detectado na cultura de abacaxi.

A orientação dada pela ANVISA e o Ministério da Saúde é que as pessoas se informem da procedência do alimento que consomem, ou que priorizem o consumo de alimentos orgânicos (sem tratamento químico do solo ou do plantio).

Sendo assim, vamos nos informar sobre o que estamos comendo e ao optar por “dieta balanceada e prática de exercícios físicos” visando saúde, vamos realmente visar SAÚDE! Consumir alimentos 100 % saudáveis, sem insumos químicos, é uma forma de combater a utilização de “armas químicas” contra o nosso organismo e contra o meio ambiente.

Diana V S Costa

Referências Bibliográficas:

RIETZ, D. Leite de vaca e outros laticínios. Disponível em: http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_content&task=view&id=380&Itemid=34 Acesso em: 02, out, 2009

BBC. Consumo de carne com hormônio afeta fertilidade. Estudo da “Human Reproduction” publicado em 28, mar de 2007, na Folha de São Paulo. Disponível em:  http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u16180.shtml Acesso em: 02,out de 2009.

Você sabe balancear sua dieta?

Hoje em dia há milhares de fontes de informação sobre dieta balanceada, mas o que quer dizer balancear a dieta?

Bom, antes de esclarecer esta dúvida, veremos de onde surgiu o conceito de equilíbrio na forma de se alimentar.

No início da década de 90, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, após várias pesquisas, desenvolveu e publicou uma metodologia que poderia ser eficaz no estabelecimento de uma dieta equilibrada. Esta metodologia ficou conhecida como a Pirâmide dos Alimentos. Neste estudo, a conclusão alcançada foi de que uma pirâmide representaria adequadamente a forma correta de se alimentar.

A pirâmide alimentar é subdividida em “andares”, tendo em seu ápice, último andar, os alimentos que representam a menor quantia a ser inpiramidegerida diariamente. Já a base da pirâmide, representa os alimentos que devem ser ingeridos em maiores porções diárias.

Estes andares da pirâmide separam os alimentos em energéticos, reguladores, construtores e energéticos extras. Esses alimentos devem ser consumidos em ordem decrescente, ou seja, devemos consumir em maior quantidade os energéticos, seguidos dos reguladores, dos construtores e por último os energéticos extras, de consumo limitado.

A principal característica da Pirâmide Alimentar é a flexibilidade, sendo que seu uso  está baseado em três palavras: equilíbrio, variedade e moderação. Sendo assim, a pirâmide alimentar é apenas um esboço do que você consome diariamente. Não é uma prescrição rígida, mas um guia geral que o faz escolher uma dieta mais saudável e equilibrada.

As recomendações em termos de porções são feitas para atender todos indivíduos adultos saudáveis. O número de porções de cada grupo é dependente das necessidades de energia, que variam conforme idade, sexo e atividade física, além da cultura em que o indivíduo está inserido.

A cultura é um ponto crucial no estabelecimento de um padrão de equilíbrio alimentar de um indivíduo, pois seus costumes o limitam a grande modificação de sua alimentação. Por exemplo, a cultura indiana idolatra o animal vaca/boi, sendo assim dizer-lhes que carne vermelha é rica em proteína e que esta deve ser consumida cerca de 4 vezes por semana, seria um desrespeito a cultura deste povo. Sendo assim, cada país estabelece sua pirâmide alimentar.

De acordo com a ANVISA, Resolucão RDC 359 e 360 de 26 de dezembro de 2003, a “Pirâmide Alimentar Brasileira” é subdividida em 8 grupos.

Cada um desses níveis corresponde a um grupo de alimentos (energéticos, reguladores, construtores e energéticos extras). Esses grupos são divididos de acordo com as características dos alimentos que os formam e as quantidades que eles devem ser ingeridos durante o dia. Quanto maior for a porção da pirâmide que o grupo ocupa, maior é a quantidade que devemos ingerir de determinados alimentos.

Na figura ao lado temos a representação da pirâmide alimentar brasileira.

- Primeiro nível (base): é composto por cereais (arroz, trigo), raízes e tubérculos (batata, mandioca, mandioquinha, inhame) e massas (pães, bolos). São alimentos ricos em carboidratos, responsáveis pelo fornecimento de energia para o organismo. Deve-se consumir de 5 a 9 porções por dia.

- Segundo nível: é composto por hortaliças (verduras e legumes) e frutas. São alimentos ricos em vitaminas e minerais, responsáveis pela regulagem das funções do nosso organismo. Deve-se consumir de 4 a 6 porções de hortaliças e de 3 a 5 porções de frutas por dia.

- Terceiro nível: é composto por leite e derivados, carnes e ovos e leguminosas. São alimentos ricos em proteínas, responsáveis pela formação e manutenção dos tecidos do organismo. Deve-se consumir 3 porções de leite e derivados por dia; 1 a 2 porções de carnes e ovos e 1 porção de leguminosas.

- Quarto nível: é composto por óleos, gorduras, açúcares e doces. Pode-se consumir de 2 a 3 porções de cada por dia.

Cada um desses grupos de alimentos fornece um pouco, mas não todos, os nutrientes que nós precisamos em nosso dia-a-dia. Os alimentos em um grupo não podem substituir os de outros assim como um grupo alimentar não é mais importante que outro. O EQUILÍBRIO de consumo destes alimentos é que nos trará uma dieta adequada, BALANCEADA e sem exageros.

O segredo para o consumo de alimentos seguindo o preconizado pela pirâmide alimentar é dividir as porções diárias recomendadas nas refeições a serem feitas durante o dia, tentando sempre variar o consumo de alimentos de cada segmento da pirâmide.

Por exemplo, um Buffet de restaurante contém saladas, arroz, feijão, macarrão, batata, legumes, frango empanado, carne vermelha ensopada e peixe. Levando-se em consideração estas opções e pensando no que você já ingeriu em seu café da manhã, tente abusar das hortaliças e ingerir apenas uma porção dos outros segmentos da pirâmide. Sendo assim, neste cardápio, tente se servir de saladas, legumes, um tipo de carne, feijão e opte por uma das fontes de carboidratos (arroz, macarrão ou batatas).

Obs: Esta é apenas uma dica de como controlar a tentação de comer “só um pouquinho de cada”. Se por um acaso, seu jantar for constituído do mesmo cardápio, alterne suas escolhas modificando o tipo de carne, o tipo de carboidrato, eliminando o feijão e repetindo a porção de legumes e hortaliças.

Nos alimentos industrializados, as porções da pirâmide são informadas no rótulo dos produtos. Estas podem ser encontradas na tabela nutricional do alimento e está identificada como VD % (valor diário %) ou IDR % (Índice diário recomendado %). Estes se expressam generalizando os segmentos da porção em seu principal nutriente como carboidrato, proteínas, lipídios, fibra, colesterol, sais minerais, vitaminas, etc.

IMPORTANTE. É necessário enfatizar que nem todos os alimentos saudáveis para um indivíduo serão saudáveis para outro, mesmo este sendo da mesma idade e sexo. Muitas intolerâncias alimentares como ao glúten, proteína presente em cereais como o trigo, lactose (açúcar presente do leite) e ao próprio açúcar (doença diabetes), podem levar um alimento saudável, tido até mesmo como funcional, a causar danos sérios ao organismo de uma pessoa que possua intolerância a aquele alimento ingerido, porém não possui esta informação sobre sua saúde.

Sendo assim, antes de balancear sua dieta por conta própria, é importante consultar um médico e analisar suas necessidades diárias de energia.

Diana V S Costa

O que são alimentos orgânicos?

Os alimentos orgânicos são cultivados com insumos biológicos, respeitando o meio ambiente e as relações sociais, e preservam em si as qualidades do ambiente equilibrado em que foram cultivados. As características peculiares do clima, a fertilidade natural do solo, a pureza viva das águas que compõem estes alimentos são alguns elementos que, ordenados pela mão consciente do agricultor orgânico, resultam em alimentos mais compatíveis com a natureza viva do organismo humano, pois mantêm sua pureza, vitalidade, equilíbrio e valor nutritivo.

A garantia dessas qualidades é mantida desde o preparo do solo, passando por todas as práticas de manejo das culturas até o processamento para o consumo. Todos esses processos obedecem normas rígidas específicas para produtos orgânicos, estabelecidas pelas instituições certificadoras nacionais e/ou internacionais.

ALGUMAS RAZÕES PARA DECIDIR PELA ALIMENTAÇÃO ORGÂNICA

Consumir continuamente produtos orgânicos amplia nossos conceitos de saúde humana, ambiental e social.

Razões de saúde

As matéria-primas são isentas de adubos químicos, aditivos químicos sintéticos, agrotóxicos, drogas veterinárias, hormônios, antibióticos, transgênicos e de qualquer tipo de contaminantes de efeito cumulativo que ponham em risco a saúde do agricultor, do meio ambiente e do consumidor.

Os alimentos são isentos de radiações ionizantes (utilizadas para esterilizar, pasteurizar, desinfetar e inibir a germinação dos alimentos), mantendo sua integridade vital e nutricional natural.

A colheita de vegetais é feita na época de maturação (sem indução).

Razões ecológicas e ambientais

A produção é feita em equilíbrio com o meio ambiente e com o homem, dentro de um modelo focado nas seguintes premissas:

Desintoxicação e manutenção da qualidade das águas e do solo;

Saúde das plantas e bem-estar animal;

Tratamentos naturais contra pragas e doenças dos vegetais;

Plantas invasoras manejadas sem herbicidas;

Não utilização de adubos químicos e agrotóxicos;

Biodiversidade nas propriedades rurais;

Produção animal integrada ao sistema;

Rendimento ótimo em lugar do rendimento máximo;

Uso de fontes de energia renováveis no sistema produtivo;

Uso de adubos orgânicos;

Respeito ao ciclo das estações do ano e às características da região.

As propriedades agrícolas orgânicas contribuem para reduzir os efeitos do aquecimento global.

Razões sociais

A produção orgânica respeita as normas sociais baseadas nos acordos internacionais de trabalho. Propriedades que exploram os trabalhadores ou usam mão-de-obra infantil não recebem o certificado.
O envolvimento com projetos sociais e de proteção ambiental são incentivados;

A sustentabilidade da agricultura familiar é valorizada;

O sistema orgânico aumenta os postos de trabalho, permitindo uma melhor geração e distribuição de renda

FAO: “nos próximos anos, espera-se que os orgânicos tenham um papel de destaque mundial na redução da fome e no alívio da pobreza”.

Fontes: Alimentos Orgânicos – ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social (Elaine de Azevedo) Editora Unisul. Instituto Biodinâmico (IBD) – Organização das Nações Unidas para Agricultura e a Alimentação (FAO)

Quer saber mais sobre alimentos orgânicos e sustentabilidade, na prática? Acesse o site: www.viapaxbio.com.br

Você é o que você come

Qual a diferença entre um esquilo e uma ratazana?

rto x esquilo

Você já notou o quanto estes animais são semelhantes?

Ambos são mamíferos roedores, porém enquanto o esquilo é um animal arborícola, tendo as sementes e frutas como principal fonte de alimentação, o rato é um roedor que vive de restos de alimentos e lixo. Os esquilos quando coletam alimento, enterram algumas sementes que encontram dando origem assim a árvores como araucária e jerivá. Já os ratos disseminam sujeira e doenças, como a leptospirose.

Além de transmitir doenças graves, a presença de ratos em determinado ambiente é sinônimo de sujeira, podridão e doença. Estes animais são considerados pragas de alto perigo biológico. Vivem em sua maioria entre esgotos e lixões.

Estes dois animais, de mesma ordem na classificação biológica (roedores), possuem presas fortíssimas, com que roem com facilidade seus alimentos. Bom, se eles possuem o mesmo tipo de presas, porque os ratos optam pela alimentação “nojenta” e os esquilos optam pelo alimento saudável? Será que o tipo de alimentação destes animais intefere na aparência ou qualidade de vida deles?

Bom, tecnicamente não podemos dizer que sim, pois estes animais, apesar de possuírem mesma ordem no reino animal, possuem família e espécies diferentes. Mas digamos que roedores “são todos iguais” assim como nós humanos somos iguais, será que a alimentação interfere em nossa saúde?

Bem, nos últimos tempos, contar com uma alimentação balanceada deixou de ser apenas um hábito saudável e se tornou essencial para a manutenção do bom funcionamento do organismo, bem como passou a ser uma das mais importantes ferramentas de prevenção de doenças. Diante disso, nossa alimentação passou a ser o reflexo da nossa saúde.

Uma alimentação balanceada sempre foi apontada como importante para a manutenção da saúde. No entanto, nas últimas décadas, com o aumento do consumo de fast food e o advento de epidemias como a obesidade, uma dieta regrada deixou de ser apenas um hábito saudável e se tornou algo essencial para evitar doenças decorrentes da vida moderna. Hoje, somos reflexo daquilo que comemos. Por isso dizer “você é o que você come” não é apenas um trocadilho, é sim uma verdade incontestável.

Você já parou para pensar porque o índice de câncer aumentou tanto nas últimas décadas? Será que o aumento de alimentos processados, prontos para o consumo, congelados e contendo diversos aditivos químicos artificiais não teria a ver com isto? Sem contar pelo aumento do uso de insumos químicos e agrotóxicos nas plantações após a conhecida “Revolução Verde” ocorrida ao final da segunda guerra mundial. Estes fatores em conjunto, nos proporcionaram uma vida de conforto, afinal de contas, não é mais necessário processarmos o trigo para fazer uma massa de lasanha, podemos simplesmente comprar uma lasanha congelada e apenas gastarmos nossas energias para apertar os botões do microondas.

O conforto na produção de alimentos, associado ao próprio conforto que obtivemos após a revolução industrial no início do século IXX, chegamos a uma geração em que a obesidade cresce cada dia mais, não tendo preconceitos quanto a classe social, cor ou idade.

Nossa, o consumo de alimentos gerou câncer, obesidade.. sem contar com as doenças como diabetes, hipertensão, dentre outras que têm aumentado nos últimos anos.

Expondo desta maneira fica parecendo que os alimentos são os vilões da vez, e não é neste ponto que queremos chegar. Afinal de contas, nos PRECISAMOS de alimentos para viver!

Os alimentos não são os vilões, mas sim os heróis! (Desde que consumidos de maneira correta e balanceada).

Mas como assim?? Os alimentos quando consumidos de forma balanceada eles deixam de conter os insumos químicos adicionados? Ou a absorção destes insumos pelo organismo humano é dificultado? E quanto aos agrotóxicos, não temos outra solução! Se não os usarmos as plantações seriam perdidas pelo ataque de pragas!!!!

Os alimentos devem ser consumidos de forma balanceada para que possamos suprir nossas necessidades básicas diárias. Necessitamos de energia, não só para exercer funções como trabalhar, andar, correr, etc. Nosso organismo precisa de energia para exercer suas funções fisiológicas, como fazer o coração bater, o sangue circular, uma perna mexer e o cérebro raciocinar.

Uma alimentação balanceada, juntamente com a prática de exercícios físicos, nos proporciona energia, saúde, disposição, bem-estar e, principalmente, VIDA.

Mas e o problema com os insumos químicos e agrotóxicos?

Bom, infelizmente grande parte da população não têm conhecimento sobre alimentos orgânicos. Alimentos orgânicos são alimentos cultivados de forma sustentável, não prejudicando o meio ambiente. Nestes não são utilizados insumos químicos, como os agrotóxicos; Na terra onde são plantados, não são utilizados adubos químicos ou fertilizantes; As plantas não são “forçadas” a gerar mais frutos do que o que elas devem gerar e sua composição química não são alteradas pela impaciência do ser humano em esperar a safra da maça ou da laranja. Ou seja, alimentos orgânicos são alimentos gerados como nos primórdios da humanidade, com respeito pelo meio ambiente, retirando da natureza seus benefícios porém retornando-os posteriormente através da compostagem, originando assim uma relação saudável e sustentável.

Além dos benefícios para o meio ambiente, os alimentos orgânicos beneficiam também os consumidores.

Muitos alimentos, conhecidos como alimentos funcionais, melhoram a saúde dos indivíduos que o consomem devido as propriedades que estes alimentos possuem. Estas propriedades auxiliam na prevenção de doenças em nosso organismo.

Exemplo: Aveia. Alimento considerado funcional pelo seu alto poder benéfico de sua fibra solúvel, que está relacionada a um bom funcionamento intestinal, à diminuição do colesterol total e LDL-colesterol e manutenção de níveis adequados dos mesmos, prevenindo assim doenças do coração.

Bom, seguindo o exemplo da aveia. Este cereal nos auxilia na prevenção de doenças do coração, sendo assim eu posso consumi-la e obter este benefício, sendo a aveia orgânica ou não, certo!??

Certo! ……… Certo?

Bom, teoricamente sim. Porém…… existe um PORÉM!

As propriedades funcionais, compostos ativos, benefícios, etc, de um alimento, estão relacionados com a composição química daquele alimento. Se existe composto químico artificial (agrotóxico) no alimento esse certamente irá reagir com os compostos químicos NATURAIS do alimento.

Desta maneira podemos dizer que os alimentos convencionais e orgânicos possuem a mesma composição nutricional, porém ao consumir o alimento orgânico o organismo promove uma maior absorção dos nutrientes como vitaminas, minerais e, principalmente, as propriedades funcionais daquele alimento. Além disto, não há o risco dos compostos químicos adicionados intencionalmente nos alimentos de agricultura convencional, interagir com compostos químicos do nosso próprio organismo, gerando assim doenças que podem nos levar a morte.

Concluindo: você É o que você come!!!

Por isto, tente agir como um esquilo e não como um rato! Alimente-se bem e de forma equilibrada. Evite alimentos de alto teor de sal, açúcares e gorduras.

Evite a comodidade e praticidade dos alimentos extremamente processados e alimentos congelados. Prefira comprar os ingredientes separadamente e preparar o alimento você mesmo. Com certeza a refeição não ficará somente mais gostosa, mas também mais saudável e nutritiva!

Faça sua alimentação se tornar um forte aliado na prevenção de doenças e não a torne um inimigo da sua saúde.

E lembre-se: sempre existe a opção de melhorar ainda mais sua dieta com o consumo de alimentos orgânicos!

Obs: além de boa alimentação, a prática de exercícios físicos regularmente é crucial para uma vida saudável!

Diana V S Costa

Eles nutrem e previnem doenças
Incorporados à rotina diária de alimentação, esses alimentos não só nutrem o organismo como também ajudam a prevenir doenças.

FUNÇÃO NO ORGANISMO

ALIMENTOS

Prevenir contra o câncer Tomate, papaia, pitanga, goiaba vermelha, brócolis, couve-flor, limão, pomelo, champignon, grapefruit, laranja, tangerina e própolis.
Reduzir o colesterol Uva, beterraba, ameixa, berinjela, champignon Shiitake, tamarindo, óleo de amendoim, aveia, alho, cebola, soja, grãos integrais, salsinha, frutas em geral e verduras.
Melhorar a flora intestinal Banana, batata, alcachofra e alimentos obtidos pela fermentação do leite.
Amenizar os efeitos da menopausa Feijões em geral, salsinha, soja e seus derivados.

Fontes consultadas

Revista Viver Nutrilite (Ano 2, Número 6, Dezembro de 2005, páginas 14, 15 e 16)

Site Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/

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