COP 15

A ciência mostrou que, se não for feito um esforço para evitar que a temperatura média da Terra suba além de 2ºC, haverá um desequilíbrio do sistema climático com consequências catastróficas para a vida na Terra. A mesma ciência, de uns meses para cá, indica que nem mesmo esse limite é garantia de segurança – a margem baixou para 1,5ºC.

Copenhague, capital da Dinamarca, palco da 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças do Clima (COP15) que comou nesta semana, no dia 7 de dezembro, de certa forma contribui para passar o recado de que, na questão climática, as perspectivas são mesmo sombrias. Nesta época do ano, o Sol não brilha sobre a cidade sequer uma hora por dia. Se esse cenário vai inspirar os representantes dos países que lá estarão a finalmente tomar as medidas necessárias para reverter uma catástrofe é algo que só se saberá ao fim do encontro, em duas semanas.

De qualquer maneira, a COP15 está destinada a ocupar um lugar especial na história. As mudanças climáticas saíram definitivamente dos círculos científicos para assumir relevância política e econômica. Nunca uma reunião sobre o clima atraiu tantos chefes de Estado. Mais de 100 deles, entre os quais Lula, Nicolas Sarkozy e Barack Obama, confirmaram presença, um sinal claro de que seus eleitores passaram a considerar o aquecimento global um tema fundamental.

A presença maciça dos chefes de Estado, no entanto, não significa que eles sairão de Copenhague com uma decisão histórica. Para chegar a esse ponto, os países ricos teriam de se comprometer com uma redução de 40% de emissões de gases-estufa até 2020, destinar US$ 140 bilhões por ano para ações de mitigação e adaptação e transferir tecnologias limpas de geração de energia para quem não as tem. China, Índia e Brasil precisam fazer sua parte e seguir um modelo de desenvolvimento mais limpo e responsável do que o aplicado pelas nações industrializadas. Contudo, nada disso foi ainda incorporado pelos chefes de Estado.

O Greenpeace continuará ao longo das próximas duas semanas a exercer pressão para que os resultados de Copenhague coloquem o mundo na direção de uma solução definitiva para a crise climática. Esse é o momento da virada, de se assegurar um futuro mais seguro para todos que habitam o planeta – basta querer.

Fonte: Greenpeace

Diana V S Costa

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